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sábado, 7 de novembro de 2009

108º aniversário de Cecília


Plantaremos estes Arbustos


"Plantaremos estes arbustos
que darão flor apenas
daqui a três anos.
Plantaremos estas árvores
que darão fruto um dia,
mas só depois de dez anos.
Não plantaremos jardins de amor,
porque imediatamente
abrem tristeza e saudade.
Não plantaremos lembranças
porque estão desde já e para sempre
carregadas de lágrimas

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Sempre em frente

“Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim.”

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Travesseiros incômodos


"Noite de janelas semiabertas para acolher um sinal da primavera. Noite de cobertores e lembranças que deixam dúvidas e um sabor um pouco mais amargo na boca. Niki gira de um lado para o outro. O passado às vezes torna os travesseiros incômodos. Mas o que é o amor? Existe uma regra, uma forma, uma receita? Ou tudo é casual e você só deve esperar ter sorte? Perguntas difíceis enquanto o relógio em forma de prancha de surfe, preso na parede, assinala a meia-noite."

"Desculpa de te chamo de amor"
Frederico Moccia

domingo, 1 de novembro de 2009

A próxima vítima

"De fato, vou dizer outra: vocês, homens, são todos diferentemente vítimas de uma mulher. Mas isto é útil. Sabe por quê? Para justificar o mal que farão à próxima vítima."


"Desculpa de te chamo de amor"
Frederico Moccia

sábado, 31 de outubro de 2009

Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O partir

“... Quanto a Tomás, partiu com o coração apertado e o ânimo abatido. À última hora foi que ele sentiu quanto amava a moça e como nesta separação lhe sangrava o coração. Mas devia partir. Afogou a dor em lágrimas e partiu.”

A pianista

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Faz tempo

"Apoia-se no parapeito com os cotovelos e começa a degustar um pouco de vinho. Gostoso, assim gelado numa noite de abril ainda não muito quente. Os carros passam ao longe, ali, à esquerda do Tibre, que escorre lento, silencioso, e que do pequeno terraço parece até mais limpo. E pensar que agora poderia estar ali, navegando na direção de Ostia, acompanhado por uma multidão de ratos indiferentes (...)
Como no final de Martin Eden, quando ele nada para o fundo mordido por uma moreia e quer morrer depois que descobre que a mulher que ama é uma idiota. Idiota. Idiota é a morte que nos aguarda entediada. E se eu me tivesse atirado, teria certeza de que teria morrido, diferentemente de James Steaward, e talvez até seria mordido por uma moreia e por um rato, juntos... É que meu anjo da guarda já se foi, faz tempo."

"Desculpa de te chamo de amor"
Frederico Moccia